Editorial: Sobre as colaborações e como os consumidores mudaram

2016 foi um ano rico em colaborações para todas as grandes marcas! Nike com Supreme, Asics e Ronnie Fieg, New Balance com Concepts, Ovo e Jordan. As que mais receita geraram para a adidas com os Yeezy de Kanye West e ainda mais algumas para as outras silhuetas estrelas da estação como os NMD e Ultraboost.

Há 10 anos a história era outra… colaborações não eram tão frequentes de maneira a criar um buzz maior pelas peças ou ténis, o que implicava geralmente meses a acompanhar as poucas informações que iam saindo. Mais tarde, pela data do lançamento, acampar uns dias na porta de uma das (poucas) lojas onde iria estar disponível e rezar para se conseguir a tão desejada peça!

supreme x nike FLYKNIT

Hoje em dia o mercado move-se de maneira diferente, entre resselers e hypebeasts, sobra muito pouco para quem realmente “corre por gosto”! Se por um lado a internet permite que mais pessoas tenham acesso aos produtos, muito se discute sobre a promiscuidade entre marcas/lojas/parceiros e amigos que sempre conseguem uns pares antes da data oficial de venda, e na verdade, os artigos acabam sempre por ir parar às mãos das mesmas pessoas.

Hoje enfrentam-se filas (ou uma lista de inscrições online) para se tentar conseguir uma senha que permite tentar a sorte para se poder comprar… e embora as marcas mantenham a sua política de “apenas um par por pessoa”, mas na era da informação disponível na mão, em todos os lançamentos se assiste ao mesmo: aparecem online fotos de clientes a sair com vários pares na mão para revender online a um preço altíssimo. É sempre a mesma e eterna decepção de quem queria comprar para usar e não consegue!

O mercado de revenda de Jordan nos EUA é neste momento maior que as vendas da marca Skechers, que é a terceira marca que mais vende no país na categoria de footwear (perde para a Nike e adidas), mostrando que os resselers vieram para ficar e chatear!

Ronnie fieg x Asics Salmon Toe

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